Parque

Aniversário do Parque

Não se sabe por que cargas d’água inventaram de comemorar os três anos de inauguração do Parque da Maternidade neste dia 9 de outubro. A obra que, para muitos, foi responsável pela morte do governador Edmundo Pinto, em maio de 1992, foi entregue à população dez anos e quatro meses depois, no dia 28 de setembro de 2002.

O Parque da Maternidade foi inaugurado debaixo de chuva e de várias críticas da oposição, que viu na obra um ato eleitoreiro. De fato, a entrega foi uma pá de cal nas poucas pretensões da candidatura de Flaviano Melo (PMDB).

Não há como negar que o Parque da Maternidade ajudou bastante na reeleição de Jorge Viana, mas ele foi obrigado a assistir a inauguração da cobertura do Centro Empresarial Rio Branco, por conta da proibição da legislação eleitoral.

Deixando a política de lado, os organizadores precisam comemorar as coisas na data certa para não fomentar as fraudes históricas.  

 

Campanha na rua

 

Não é só no bate-boca dos políticos que a campanha eleitoral para o próximo ano começou antecipadamente. Alguns apoiadores também estão com os nomes dos seus candidatos na rua. O Escort vermelho com o adesivo TV 2006 é do empresário e funcionário público Luiz Cléber, o Cara Rachada. O candidato que Cléber defende é tudo que a oposição não quer ver concorrendo para o governo.


Foto Marcos Vicentti

 

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”, historiador Arnold Toynbee

Desarme-se
Um dos espaços mais democráticos é o blog. É um instrumento valioso para fomentar o debate de forma aberta, democrática e ampla. É pena que nem todos pensem dessa forma.
Digo isso porque, sem dúvida alguma, o maior inimigo do debate é o anônimo. Não há possibilidade de se estabelecer um diálogo quando o interlocutor é desconhecido, ou conhecido, que teme revelar a identidade.
Anônimo é o sujeito obscuro. Quase sempre é uma pessoa carregadas de frustrações.
Embora não respeite as opiniões dos “Sombras”, aqui neste espaço não vou censurar ninguém. Podem falar o que quiser. Vou responder apenas a quem julgar merecedor de resposta.
Fiz essa pequena introdução porque aqui neste blog vários são os disparos contra o blogueiro. Encaro com naturalidade. Afinal, estamos num momento em que se debate o desarmamento no Brasil. Podem disparar à vontade.
Mas vamos nos desviar da discussão do Referendo. Vamos para o front político, onde o combate com vista às eleições do próximo ano começou. Ainda que timidamente, os exércitos estão sendo montados.
Os primeiros combates são travados na imprensa. Diariamente, veículos de comunicação ligados a grupos políticos são utilizados para mandar recados. Todos se vestem de um independência e uma democracia que não gozam na prática.
Talvez por contar com maior poder de fogo, a primeira batalha para arregimentar soldados foi visivelmente vencida pela Frente Popular. Isso ficou claro durante a filiação de novas lideranças e o troca-troca de partido. O grupo político que dá sustentação ao governo do Estado venceu fácil.
A oposição ficou no gueto político que criou e não ampliou o leque de alianças. O erro estratégico se deu por culpa dos comandantes poucos preparados para o combate, que muitas vezes têm as armas mais sofisticadas à sua disposição, mas não sabem utilizá-las. Todos os disparos se perdem no vazio. As bombas acabam tendo efeito igual ou inferior o um traque.
O fracasso dessa turma quase sempre é creditado à outras pessoas. A imprensa é o alvo preferido. Quando vejo esse tipo de atitude me vem a conclusão de que o pior tipo de incompetente é aquele que não consegue admitir sua incompetência. São pessoas, obscurecidas pela vaidade, que sempre procuram nos outros a justificativa para seus erros.
Enquanto essa turma continua armada de forma inadequada vai continuar comendo poeira e contando apenas com o apoio dos anônimos, que não mostram a cara com medo de perder privilégios.
É melhor se desarmar e pensar, gente! Do contrário, vocês vão continuar tendo apenas vitórias de Pirro, nos espaços democráticos dos blogs. Outro detalhe: anônimo não vota, mas tem vaga garantida na balsa para Manacapuru.




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